Sabe quem está no 1º lugar no set do alemão Rainer Trüby? Los Hermanos!
Mas, não, não tem nada a ver com a banda carioca. Se alguém quiser tentar achar no kazaa, a música chama-se "Quetzal".
FRANCISCO LINHARES - 12:06 PM
Comments: Música do dia: "Guns of Navarone" - Skatalites
FRANCISCO LINHARES - 11:20 AM
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Para conhecer a fundo qualquer banda ou gênero musical, além do óbvio, que é ouvir, é necessário também ler e ver. É essa a proposta do pacote "Studio One Story", novo lançamento da gravadora Soul Jazz, que tem como uma de suas especialidades alguns discos dedicados aquela que é a maior gravadora jamaicana de todos os tempos.
"Studio One Story" conta com um CD, ou LP duplo, um livro com mais de 100 páginas e um DVD com 4 horas de entrevistas e imagens raras feitas na época. Tudo por cerca de 36 euros.
A história da Studio One é um microcosmos da história da música jamaicana, com seus sound-systems e a busca insistente ao ineditismo. É tentando fazer diferente que acontece a evolução, de música importada americana a música local, o ska, passando por rocksteady, reggae, roots, dub, dancehall. Já encomendei o meu LP. Irie!
FRANCISCO LINHARES - 11:18 AM
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Quinta-feira, Maio 29, 2003
Música do dia: "Scatta Heada" - Femi Kuti (Zenzile´s dub mix)
FRANCISCO LINHARES - 11:13 AM
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Quarta-feira, Maio 28, 2003
Diálogo entre Neo e o Arquiteto
O Arquiteto - Olá, Neo.
Neo - Quem é você?
O Arquiteto - Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Eu estava esperando por você. Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e algumas delas não. De forma concordante, enquanto sua primeira pergunta talvez seja a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também irrelevante.
Neo - Por que eu estou aqui?
O Arquiteto - Sua vida é uma soma de um resíduo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, a qual, apesar de meus mais sinceros esforços, sou incapaz de eliminar do que é, de outra forma, uma harmonia de precisão matemática. Enquanto isto continua sendo uma aflição a ser aplicadamente evitada, ela não é inesperada, e dessa forma não está além de uma medida de controle. E foi isso que, inexoravelmente, trouxe você aqui.
Neo - Você não respondeu a minha pergunta.
O Arquiteto - Correto. Interessante. Você foi mais rápido que os outros.
(As reações de outros Predestinados aparecem nos monitores: Outros? Que Outros? Quantos? Responda-me!)
O Arquiteto - A Matrix é mais antiga do que você imagina. Eu prefiro começar a partir do surgimento de uma única anomalia integral até o surgimento da próxima, e neste caso, esta é a sexta versão.
(Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Cinco versões? Três? Eu tenho sido enganado também. Isso é mentira!)
Neo - Há apenas duas possíveis explicações: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe nada.
O Arquiteto - Certamente. Como você está indubitavelmente captando, a anomalia é sistemática, criando flutuações até mesmo nas equações mais simplistas.
(Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Você não pode me controlar! Dane-se! Vou matar você! Você não pode me obrigar a fazer nada!)
Neo - Escolha. O problema é escolha.
O Arquiteto - A primeira Matrix que eu projetei era naturalmente perfeita, era uma obra de arte, sem defeitos, sublime. Um triunfo igualado somente por sua monumental falha. A inevitabilidade de sua perdição é evidente para mim agora como uma conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Dessa forma, eu a reprojetei baseada na história humana para refletir, com mais precisão, os variantes aspectos grotescos de sua natureza. No entanto, eu fui novamente frustrado pela falha. Desde então, comecei a entender que a resposta me iludiu porque ela requeria uma mente menor, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Dessa forma, a resposta se colocou no caminho de outra, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psiquê humana. Se eu sou pai da Matrix, ela seria, sem dúvidas, sua mãe.
Neo - O Oráculo.
O Arquiteto - Por favor. Como eu estava dizendo, ela se colocou no caminho de uma solução, segundo a qual aproximadamente 99,9% de todas as pessoas testadas aceitaram o programa, desde que fosse dada a elas uma escolha, mesmo se elas estivessem cientes dessa escolha em um nível quase inconsciente. Enquanto essa resposta funcionou, ela era obviamente defeituosa em sua essência, criando, dessa forma, a contraditória anomalia sistemática, que, se não for verificada, pode ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, enquanto uma minoria, se não forem verificados, podem constituir uma probabilidade agravante de desastre.
Neo - Isto é sobre Zion.
O Arquiteto - Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída. Cada um de seus habitantes exterminados, sua existência inteira erradicada.
Neo - Mentira!
O Arquiteto - A negação é a mais previsível das reações humanas. Mas, tenha certeza, esta será a sexta vez que destruímos Zion, e temos nos tornado excessivamente eficientes nisto.
O Arquiteto - A função do Predestinado é agora retornar à Fonte, permitindo uma disseminação temporária do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Depois disso, você terá que escolher 23 indivíduos da Matrix, 16 mulheres, 7 homens, para reconstruir Zion. A falha no cumprimento deste processo vai resultar em uma cataclismática queda do sistema, matando todos que estão conectados à Matrix, o que, aliado à exterminação de Zion, resultará finalmente na extinção de toda a raça humana.
Neo - Você não vai deixar isso acontecer, você não pode. Você precisa dos humanos para sobreviver.
O Arquiteto - Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. No entanto, a questão relevante é se você está ou não pronto para aceitar a responsabilidade pela morte de cada ser humano neste mundo
(O Arquiteto pressiona um botão em uma caneta e imagens de pessoas de toda a Matrix aparecem nos monitores.)
O Arquiteto - É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores foram projetados baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que foi feita para criar uma profunda ligação ao restante de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Enquanto os outros viveram isso de uma maneira comum, a sua experiência é muito mais específica. Amor.
(Imagens de Trinity lutando contra o Agente do sonho de Neo aparecem nos monitores)
Neo - Trinity.
O Arquiteto - A propósito, ela entrou na Matrix para salvá-lo ao custo da própria vida.
Neo - Não!
O Arquiteto - O que nos trás, enfim, ao momento da verdade, onde a falha fundamental é finalmente expressada e a anomalia revelada tanto como um início e um fim. Existem duas portas. A porta à sua direita leva à Fonte, e à salvação de Zion. A porta à sua esquerda leva de volta à Matrix, a ela, e ao final de sua espécie. Como você adequadamente colocou, o problema é escolha. Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não sabemos? Eu já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o princípio da emoção, projetada especificamente para sobrepujar lógica e razão. Uma emoção que já está lhe cegando da simples e óbvia verdade: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir isto.
(Neo caminha em direção à porta a sua esquerda)
O Arquiteto - Esperança, a ilusão humana quintessencial, simultanteamente a fonte de sua maior força, e sua maior fraqueza.
Neo - Se eu fosse você, torceria para não nos encontrarmos novamente.
O Arquiteto - Isto não acontecerá.
FRANCISCO LINHARES - 11:40 AM
Comments: Depois do bafafa Oi/Vivo, a porrada agora envolve Washington Olivetto e a agência Z+
W/ publica encarte na Caras sobre anúncio "grosseiro e ofensivo"
VOX NEWS - 28/5/2003
A edição da revista Caras, que chega às bancas nesta quarta-feira, 28, traz um encarte criado pela W/Brasil para a Valisére rebatendo anúncio da Wonderbra, marca da multinacional Sara Lee, que faz referência ao filme criado pela W/ nos anos 80 sobre o primeiro soutien. A peça da Wonderbra, veiculada em forma de encarte também, trazia o título: "O primeiro sountien a gente nunca... ih, esqueci".
Em um longo texto, Washington Olivetto explica porque a Valisère se deu ao trabalho de publicar uma resposta tão longa dizendo "No final da tarde de quarta-feira passada, 21 de abril, recebi um telefonema de Ivo Rosset, diretor-superintendente do Grupo Rosset e presidente da Valisère. Ivo estava justamente indignado com o anúncio publicado naquele mesmo dia na revista Caras pela multinacional Wonderbra, utilizando-se de maneira grosseira e ofensiva da temática "O primeiro sutiã a gente nunca esquece", transformada em patrimônio da cultura popular brasileira pela Valisère no longínquo ano de 1987. Ivo me perguntou se eu tinha visto e o que achava. Obviamente, eu tinha visto e também tinha considerado grosseiro e ofensivo. Não pela citação, porque normalmente gosto de citações e paródias do nosso trabalho e inclusive as encaro como homenagem. Mas, sim, pela forma oportunista utilizada pela multinacional Wonderbra visando ostensivamente obter lucro denegrindo um patrimônio da sua concorrente e da memória afetiva brasileira. Ivo me perguntou se eu não pretendia protestar, disse a ele que tinha me proposto a esquecer o assunto, mas seus argumentos foram tão lógicos que mudei de idéia. Fiz questão de mandar esta cópia para os nossos amigos e clientes, porque acredito que essa peça materializa um momento importante na luta sempre necessária pela manutenção de padrões éticos na comunicação publicitária. Fora o fato de que esse anúncio talvez acabe representando o reinício da relação Valisère/W/Brasil interrompida anos atrás. Gostaria de deixar claro que não credito à agência autora do anúncio da Wonderbra a responsabilidade pelo tom grosseiro, ofensivo e oportunista da peça, mas, sim, ao anunciante responsável pelo briefing e aprovação. Assim como não credito à W/Brasil eventuais méritos do anúncio da Valisère, mas, sim, ao anunciante que brifou e aprovou".
Z+ responde a Olivetto
VOX NEWS - 28/5/2003
Em resposta ao encarte da W/Brasil na edição desta semana da Caras sobre o anúncio veiculado pela Wonderbra, Alan Strozenberg, Sócio-diretor de criação da Z+ Comunicação, defende seu cliente. Leia a íntegra da carta abaixo:
"Caro Washington.
Ficamos surpresos com sua reação ao anúncio "O Primeiro Soutien..." , de nosso cliente Wonderbra.
Como você mesmo lembra, em carta enviada aos jornais, "normalmente gosto de citações e paródias do nosso trabalho e inclusive as encaro como homenagem."
Pois foi exatamente essa a intenção do nosso anúncio: reverenciar uma das mais brilhantes campanhas da propaganda brasileira, de sua autoria, e que é como você diz, com toda razão, "um patrimônio da cultura popular brasileira."
Wonderbra adota, no mundo todo, uma linha de comunicação ousada e irreverente. Foi dentro desse tom que criamos o nosso anúncio: uma peça descontraída, bem humorada e, que, através de citação a uma campanha antológica, posiciona o produto do nosso cliente com o tema da campanha - "Wonderbra. Porque você não é mais menina."
Lamentando sinceramente a interpretação equivocada do nosso anúncio, fica aqui nosso abraço."
FRANCISCO LINHARES - 11:19 AM
Comments: Atenção, atencão:
Enquete 1: Existe alguma entrevista/matéria mais escrota que a do José Henrique Fonseca para o Caderno Ela?
Enquete 2: O que é mais gostoso, a Picanha ao Braseiro (Braseiro) ou o Filé Mignon à Oswaldo Aranha (Filé de Ouro)?
FRANCISCO LINHARES - 11:07 AM
Comments: Já que o assunto é drogas, sabem qual é a tradução de tea heads (maconheiros) encontrada na versão em português de Junky, livro de William Burroughs? Fumetas! Será que era uma gíria dos anos 50/60?
FRANCISCO LINHARES - 10:49 AM
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"It´s Smoking Time"
A popularização da venda de sedas é a prova mais cabal da hipocrisia com relação à maconha. Não é engraçado poder comprar seda, mas não poder fumar maconha? Todos nós sabemos que a venda de fumo de rolo é infinitamente inferior a das sedinhas. Se todas aquelas sedas vendidas em bancas e postos de gasolina fossem pra fumar tabaco, seria a coisa mais comum do mundo ver pessoas apertando "tabaquinhos" em tudo quanto é lugar. Teve até uma época que virou modinha apertar fumo de rolo no Posto 9, mas era só pra provocar os policiais, que vinham dando dura a torto e a direito. O fato é, que graças a desculpa do fumo de rolo, você pode comprar seda às 2:00 da manhã sem o menor constrangimento. É ou não é? Essa desculpa tembém é usada lá fora, visto que as sedas promovem festinhas eletrônicas e concursos com direito a trips pra... Jamaica, é claro! Na verdade, este post era pra falar de uma novidade muito bacana encontrada nas duas sedas mais polulares do mundo, a espanhola Smoking (que agora é fabricada no Brasil) e a inglesa Rizla - A primeira é melhor, tanto que é a única disponível nos melhores coffee shops de Amsterdã. A segunda é mais cool, pois além de ser a seda fumada na Jamaica dos anos 70, tem um site chocante, com DJ, jogos e piadinhas. Quando visitei o site de novo ele acusou:"It's been 3714522 seconds since you last came to visit. In that time we've made 1883262654 Rizla papers" Foda, não? O destaque no site da Smoking fica para o dub que toca na área "indie party" - A novidade é o "smoke signal", forma que as sedas encontraram de avisar o usuário que o número de papéis está terminando. A Smokig avisa faltando 5 e a Rizla 10. Corre o risco do popularíssimo e até celebrizado em música, "Quem têm seda?" terminar. O que acho ótimo. Ficar sem seda e ter que apelar pra guardanapos, Colomi, Trevo, folha da Bíblia, latinha e papel de embrulho, agora, só pra otário.
FRANCISCO LINHARES - 10:34 AM
Comments: Música do dia: "Try" - Smith and Mighty
FRANCISCO LINHARES - 9:32 AM
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Terça-feira, Maio 27, 2003
Chevy Chevelle 69 SS
Por que todo personagem de filme hollywoodiano tem carro stoner? Antigamente, o muscle car era única e exclusivamente destinado aos bandidos e revoltados. Hoje, até o mauricinho Tom Cruise, em Vanilla Sky, tem um. É impressionante, todo filme que vejo tem um super-ultra carro stoner. Vou começara listar os filmes que não tem Chevy´s, Dodge´s e Ford´s roncando seus motores envenenados. Falando em Dodge, o personagem do Edward Norton em 'A Última Noite" tem um amarelão fuderoso.
FRANCISCO LINHARES - 11:05 AM
Comments: Música do dia: "Fixed Income" - DJ Shadow
FRANCISCO LINHARES - 10:45 AM
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Segunda-feira, Maio 26, 2003
Música do dia: "Rootsman Party" - Don Carlos
FRANCISCO LINHARES - 3:15 PM
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Sábado, Maio 24, 2003
Estou fazendo um disquinho com todas as "músicas do dia" deste blog. O primeiro que me disser exatamente todos os estilos abrangidos, ganha o creme. Respostas só serão validas à partir de 11:00 de segunda-feira, dia 26
FRANCISCO LINHARES - 1:22 PM
Comments: Se você está a fim de tomar um chopp bom e barato, mas não aguenta mais ir ao B.G e a Pizzaria Guanabara, uma boa opção é o bar e restaurante São Sebastião, no Leme. Lugar bacana, com som ambiente que vai do jazz ao house, dependendo do dia, e chopp da Brahma à R$ 1,90, só pode ser digno de aplausos. Recomendo os rolinhos primavera com camarão e catupiry e espetinhos de frango com molho teriaki.
FRANCISCO LINHARES - 12:49 PM
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Sexta-feira, Maio 23, 2003
Bacanal
Intimidade é ver o filme "Intimidade" e não ficar constrangido. Rolam umas cenas de sacanagem que parecem extraídas de filme pornô. Dizem que "Lúcia e o Sexo" é do mesmo nível, mas não o vi.
Assisti ao filme com minha namorada e um amigo, na casa dela. Estávamos manufaturando um verde, momentos antes de teclar play, quando a irmã da minha namorada tentou abrir a porta trancada. Não há problema algum em fumar lá, mas como era um verde, não queríamos despertar cobiça. "Deixa eu entrar", bradou a irmã. "Não", retrucou minha namorada."O que vocês três estão fazendo aí, hein?" "Não é da sua conta, garota."
Devidamente preparados para ver o filme, apertamos play e, logo em seguida, começou a putaria.
Depois de gritos, sussurros e gemidos ecoando por toda a casa, fiz a seguinte pergunta: "Será que ela acha que foi por isso que a gente não quis abrir a porta?"
FRANCISCO LINHARES - 5:02 PM
Comments: Matrix Reloaded é uma farsa.
A verdadeira trilha é:
"Leaving to Zion" - Black Uhuru
"Zion Gate" - Horace Andy
"Zion Dub" - Jah Lloyd
"Zion´s Blood" - Lee Perry And The Upsetters
A verdadeira mensagem é:
Os irmãos Wachowski são fãs de dub. Explico. Na Jamaica, o dub também era conhecido como ghost ( "Garvey´s Ghost" é a versão dub de "Marcus Garvey", disco cássico do Burning Spear). Aqueles irmãos dread albinos (Yellowmen) são fantasmas, logo, são dubs de outros dreads. Os Wachowski fizeram, nas entrelinhas, uma homenagem ao dub.
Brincadeiras à parte, o filme decepciona. Não deixa de ser bom, mas não é aquilo que todos nós esperávamos. Concordo com a Cora Ronái, que falou que Matrix já era um filme redondo e não precisava de sequências.
O que virá por aí?
FRANCISCO LINHARES - 1:50 PM
Comments: Tem uma galera do Sul mutcho doida vendendo um aparelhinho chamado Orgasmatron. É uma parada de metal (não, não é o que vocês estão pensando) que se coloca na testa para fazer massagem. O tal aparelho emite vibrações tão relaxantes que te fazem gozar rapidinho. Vale o comentário: é unissex.
FRANCISCO LINHARES - 12:58 PM
Comments: Aí em baixo está a parada de World Music da CMJ. Reparem na presença de dois brasileiros.
1 AFRICAN GROOVE VARIOUS ARTISTS Putumayo
2 SIDESTEPPER 3AM (In Beats We Trust) Palm
3 IBRAHIM FERRER Buenos Hermanos Nonesuch
4 GOTAN PROJECT La Revencha Del Tango XL-Beggars Group
5 TRIBALISTAS Tribalistas Metro Blue
6 PAOLO CONTE Reveries Nonesuch
7 AMADOU AND MARIAM Wati Circular Moves
8 LES NUBIANS One Step Forward Omtown-Higher Octave
9 BUJU BANTON Friends For Life VP-Atlantic
10 MORGAN HERITAGE Three In One VP
11 AFROCELTS Seed RealWorld-Real World
12 LA MUSICA DELLA MAFIA VOL. II: OMERTA, ONURI E SANGU VARIOUS ARTISTS PIAS America
13 CELSO FONSECA Natural Six Degrees
14 BILL FRISELL The Intercontinentals Nonesuch
15 ZIGGY MARLEY Dragonfly Private
16 NATACHA ATLAS Something Dangerous Mantra-Beggars Banquet
17 JAH CURE Ghetto Life VP
18 TONY ALLEN Home Cooking Narada World-Comet-Virgin
19 EURO LOUNGE VARIOUS ARTISTS Putumayo
20 THE ROUGH GUIDE TO CANADA VARIOUS ARTISTS
FRANCISCO LINHARES - 11:37 AM
Comments: Música do dia: "Astro Projection" - Zenzile
FRANCISCO LINHARES - 11:31 AM
Comments:
Quinta-feira, Maio 22, 2003
O bicho tá pegando no site nominimo. Cartas indignadas ao colunista Ricardo Calil não param de chegar. Clique aqui
FRANCISCO LINHARES - 11:54 AM
Comments: Música do dia: "Dinosaurs" - Bonobo
FRANCISCO LINHARES - 10:19 AM
Comments:
Quarta-feira, Maio 21, 2003
Metallica vira arma de guerra
Vox News - 21/5/2003
Segundo um porta-voz, o exército americano, para convencer os aliados de Saddam Hussein a colaborar com eles, está fazendo uso de músicas infantis e de heavy metal. Na lista das canções da última categoria, encontra-se a clássica "Enter Sandman", do Metallica, cujos pesados riffs de guitarra "poucas pessoas conseguem agüentar", afirmou a mesma fonte.
Esta não é a primeira vez que os Estados Unidos utilizam-se de tal estratégia. Reza a lenda que, certa vez, para minar a resistência de Manuel Noriega (ex-ditador do Panamá), o exército americano cercou a embaixada onde ele se refugiou com imensas caixas acústicas, que transmitiam músicas do Twisted Sister no máximo volume possível. A notícia é do Omelete.
Foda mesmo é achar "Enter Sandman" pesado.
FRANCISCO LINHARES - 4:01 PM
Comments: Lenda Viva
Se você nunca ouviu falar em Earl Zinger, lendário colabarador musical, não há problema algum. Ninguém nunca ouviu falar nele. Para superar essa lacuna, estão sendo produzidos documentários, rádio e película, sobre uma das figuras mais interessantes e obscuras da música ocidental. Abaixo, segue um pequeno resumo da sua imensa biografia.
Earl Zinger começou sua carreira em Nova Iorque, no final dos anos 40. Suas crônicas sobre a cidade começaram a fazer sucesso em bares underground, visitados pelos beats William Burroughs, Allen Ginsberg e Jack Kerouac, que, rapidamente, ficaram seus amigos. Anos mais tarde, Zinger foi apresentado, através dos beats, a um cantor chamado Robert Zimmerman, que, graças a conselho seu, trocou de nome para Bob Dylan. Zinger tocou piano nos dois primeiros discos de Dylan, 'Freewheelin'' & ' The Times They Are a Changin', além de contribuir em várias letras. Era o início do auge de sua carreira desconhecida, destinada aos bastidores. Contribuições com astros da Motown e Atlantic o mantinham ocupado até ele ir visitar a Jamaica, onde trabalhou com U-Roy, Big Youth, Coxsone Dodd, King Tubby e até mesmo Lee "Scratch" Perry.
Em 74, teve que retornar a L.A, para gravar no disco do seu chapa Shuggy Otis. Por causa de um vizinho de porta, chamado Brian Jackson, Zinger ficou amigo do escritor e poeta Gil Scott Heron. Foi por causa dessa amizade que Zinger conheceu Tom Waits, em 75, num show em Detroit. Tamanho foi o entrosamento, que Tom convidaria Zinger a tocar em sua próxima turnê.
Já em Londres, Zinger foi desesperadoramente encontrado por Malcom Mclaren, que precisava de conselhos para o lançamento de uma nova banda. Quando discutiam, Zinger disse "Never mind the bollocks, just do it." Depois de fixar residência na capital inglesa, Zinger virou MC do Jah Shaka Soundystem, um dos pioneiros da cena de roots pesado.
Os anos 80 são uma grande incógnita. Trabalhou diversas vezes sob pseudônimo, com cantores do iniciante hip-hop e morou um tempo em Ibiza no meio dos anos 80. Na paradisíaca Ibiza, apresentou MDMA, MDA e MDF, drogas que havia experimentado durante pesquisas do governo americano, a alguns dj´s ingleses. De volta aos Estados Unidos, trabalhou com Derrick May, promovendo festas ao ar livre e em clubs de Chicago..
"Put Your Phazers On Stun Throw Your Health Food Skyward" é o novo lançamanto de Earl Zinger, obviamente, um dos maiores caozeiros de todos os tempos. Essa biografia fictícia foi adaptada do press release do disco, gravado pela K7! Na verdade, é tudo uma grande brincadeira, metáfora para dizer que Zinger passeia por vários estilos e escolas musicais diferentes. Ainda não ouvi o disco todo (tá foda de baixar no Kazaa), mas "Song 2 WO", cover (?) do Blur "inna dubwise style" é deliciosa. Vale ouvir também "Wonderful", do disco novo do Tosca, que tem uma participação de Zinger.
FRANCISCO LINHARES - 12:42 PM
Comments: Esse texto aí de baixo é de um cara chamado Ricardo Calil, do nominimo.
De uns tempos pra cá, começaram a atacar a unanimidade Michael Moore por todos os lados. Primeiro foi a revista Radar, espécie de Caras ao contrário, que o acusou de fraude, depois veio a Forbes e agora esse pela saco. Pra falar mal do documentário mais festejado de todos os tempos e ainda não satisfeito, comparar Bush com Moore, ele, no mínimo, está querendo gerar uma polemicazinha.
Bush com sinais trocados
16.Mai.2003 | Na época do último Oscar, o documentarista norte-americano Michael Moore foi saudado como um herói anti-Bush. Com o famoso discurso contra a guerra no Iraque que deu ao receber o prêmio de melhor documentário por "Tiros em Columbine", ele lavou a alma de muita gente que pensava as mesmas coisas, mas não poderia dizê-las ao vivo para 1 bilhão de pessoas.
Agora, com a estréia de "Tiros em Columbine" no Brasil, será possível perceber que Moore não é exatamente o anti-Bush, mas sim o Bush com sinais trocados. É como se o presidente de direita se olhasse no espelho e visse refletido o cineasta de esquerda. Por mais opostas que sejam suas visões de mundo, eles têm mais em comum do que gostariam a começar pela maneira como apresentam suas idéias.
Tanto o presidente quanto o cineasta são capazes de manipular a verdade, sentimentalizar o discurso e simplificar a realidade para defender suas posições. Além disso, os dois exploram exaustivamente a imagem do americano médio (ao ser perguntado por que fez o discurso no Oscar, Moore respondeu: "Eu sou um americano").
A tese central de "Tiros em Columbine" - a de que a cultura do medo levou a sociedade americana a uma obsessão com armas e transformou-a em uma das mais violentas do mundo - provavelmente é verdadeira. Mas, mesmo que se concorde com o filme, é difícil sair do cinema sem se sentir ligeiramente ludibriado.
"Tiros em Columbine" começa com Moore - que também é o ator principal de seus documentários - abrindo uma conta em um banco de Michigan que dá como brinde uma arma ao cliente. No filme, o diretor entra na agência para abrir a conta e sai de lá com um rifle na mão. Na vida real, porém, o cliente se cadastra e o banco checa seu histórico; se for aprovado, ele pode retirar a arma em uma loja especializada depois de alguns dias.
Moore também faz uma relação entre a tragédia de Littleton - em que dois alunos da Columbine High School mataram 14 colegas e professores - e o fato de que há uma fábrica de armas de destruição de massa na mesma cidade. A companhia apontada realmente fabrica armas em outros lugares, mas em Littleton ela produz apenas lançadores de satélite.
O próprio título original do filme - "Bowling for Columbine" (Jogando Boliche para Columbine) - parte de um episódio distorcido por Moore. Para ironizar a idéia de que uma música de Marilyn Manson havia inspirado os estudantes assassinos, o cineasta sugere que o jogo de boliche era o verdadeiro responsável pela tragédia, já que eles tiveram aula desse "esporte" na manhã do atentado. Mas naquele dia específico os dois haviam cabulado a aula.
Esses e outros deslizes foram publicados pela revista "Forbes" e circulam pela internet há algum tempo. A publicação é conservadora, mas o cineasta não a desmentiu. Nada diminui o absurdo da idéia de distribuir armas como brinde ou de apontar artistas como responsáveis pela violência. Mas a obrigação do documentarista é com a verdade - por mais abstrato que o conceito seja. Se ele reencena a realidade, vira filme de ficção.
Mesmo que os espectadores não saibam desses fatos de bastidores, não será difícil perceber como Moore manipula a verdade. É só reparar como, em vários momentos do filme, ele termina a frase dos entrevistados.
Tão reprovável quanto essa manipulação é a auto-promoção que Moore faz ao longo do filme. Nada contra o recurso de aparecer como protagonista, mas ele também não precisava se apresentar como herói. O cineasta faz isso ostensivamente em pelo menos dois momentos.
No primeiro deles, Moore leva dois estudantes de Columbine atingidos por tiros à loja da rede K-Mart onde os assassinos compraram as balas. Como resultado da ação, a empresa anuncia que deixará de vender armas e munição em suas 2.300 lojas. É uma vitória dos dois meninos e de todas as vítimas desse tipo de violência. No filme, parece uma vitória pessoal de Moore.
Em outro momento, o cineasta entrevista uma professora de outra escola onde uma aluna foi morta por um colega de menos de 10 anos. A professora se emociona com a lembrança, começa a chorar e é consolada por Moore.
Nessas duas ocasiões, seria mais nobre que o diretor saísse de cena e se concentrasse na reação dos entrevistados. Em vez disso, ele se aproveita para reforçar duas de suas personas preferidas: Michael Moore, o defensor dos oprimidos contra as grandes corporações; e Michael Moore, o cineasta humano preocupado com os dramas individuais.
Há ainda outras passagens constrangedoras, seja pelo abuso do clichê - o filme mostra crimes políticos bancados pelos EUA no mundo ao som de "What a Wonderful World" -, seja pelo sentimentalismo barato - Moore deixa a foto de uma vítima de Columbine na porta da casa do ator Charlon Heston, presidente da National Riffle Association, principal lobista das indústrias de armas americanas.
"Tiros em Columbine" pode ser entendido como cinema de guerrilha, em que vale tudo para chegar ao objetivo final. Esse sempre foi o estilo de Moore em seus livros, documentários e programas de televisão. Em um episódio da série "The Awful Truth", por exemplo, ele viajou pelos estados americanos mais conservadores em uma carreta vermelha, com a foice e o martelo estampados nas laterais (o veículo acabou sendo incendiado).
Não dá para negar que as táticas de Moore sejam divertidas e eficientes. Mas seus descuidos com a verdade minam boa parte de sua credibilidade. Isso não significa que a obra do cineasta não mereça ser conhecida.
As questões levantadas em "Tiros por Columbine" são fundamentais para entender o que se passa hoje nos EUA e no mundo, e é raro encontrar um americano com uma visão tão crítica sobre sua sociedade. Mas é bom ir prevenido: Moore quer conseguir a adesão do público sem estimular a reflexão. Aliás, exatamente como faz Bush.
Um adendo
Moore pode não ser o anti-Bush, mas "Tiros por Columbine" certamente é o anti-"Nelson Freire". Se você busca no cinema a sutileza que falta ao diretor americano, então vá ver o documentário de João Moreira Salles sobre o pianista brasileiro. É uma aula de ética aplicada ao documentário. O dado triste é que alguns críticos atacaram o filme por não espetacularizar a vida de Freire. Acostumados a "Caras" e "Big Brother", eles certamente irão adorar "Tiros por Columbine".
FRANCISCO LINHARES - 11:41 AM
Comments: Música do dia: "Lion Youth" - Le Peuple De L´Herbe
FRANCISCO LINHARES - 10:56 AM
Comments:
Terça-feira, Maio 20, 2003
Música do dia: "Bombing Bastards" - Terranova e Tricky
FRANCISCO LINHARES - 8:28 PM
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Segunda-feira, Maio 19, 2003
Como eu virei Chicodub
Parte 2: O Trem de Sião
Agora que eu conhecia a palavra dub, restava saber exatamente que porra ela significava. De acordo com meus cálculos, só descobri um ano, um ano e meio depois, quando a internet começou a se popularizar por aqui.
Depois de saber que a santíssima trindade do dub era composta por Lee Perry, Augustus Pablo e King Tubby, passei desesperadamente a procurar qualquer CD, de qualquer artista que fosse, já que o serviço de compras on-line ainda era visto com desconfiança. Na verdade, nem lembro se tinha cartão de crédito naqueles tempos.
Um belo dia, fui conhecer uma loja de discos que tinha aberto perto da minha casa, a Arlequim. Seu destaque era a seleção de música eletrônica, que começava a ganhar espaço na mídia, via Rio Fanzine e os programas Dance MTV e Lado B. Saí de lá com dois disquinhos na manga, o début do Morcheeba, "Who Can You Trust", e o mais novo do Zion Train, "Homegrown Fantasy". Foi por causa do Dance MTV que comprei esses dois cremes. "Trigger Hippie", espécie de Portishead light, e "Healing of The Nation", um house ragga, eram hits do programa.
Demorei um pouco para assimilar o "Homegrown Fantasy", disco que pode ser dividido em dois. A primeira metade é house com dub e a segunda dub com house, se é que dá pra entender. Na época, eu não sabia porra nenhuma do que estava acontecendo, estava achando tudo muito confuso e difícil de entender. Aquele som era e não era o mesmo da Santíssima Trindade. Tinha o mesmo princípio, só que misturado com a nova tecnologia. Coincidentemente, os dois discos tinham maconha em suas capas. O do Morcheeba tinha uma fotona aproximada, e o Zion, uma folhona colorida e esplanada. Inspirado pelas capas, fui pedir um beque. Foi a primeira vez que fumei sozinho na minha vida. Por incrível que pareça, demorei para repetir a experiência, por causa da sujeira lá em casa. Sob efeito, munido de headphones, fui entendendo o som, absorvendo suas linhas de baixo, curtindo os metais e batidas, tanto as lentas quanto as rápidas, entrando em êxtase com os vocais da Molara, viajando nos ecos...
O resto é história.
FRANCISCO LINHARES - 5:02 PM
Comments: Você pode até não gostar dos filmes dele, achá-los longos, lentos e/ou estilosos demais. Pórem, caros colegas, uma coisa é certa: ninguém faz filmes tão esteticamente bonitos como o diretor alemão Tom Tykwer. Se alguém descorda, por favor me prove o contrário. Seus dois últimos filmes, "A Princesa e o Guerreiro" e "Paraíso", são dois dos mais lindos que já vi. Direção de arte, trilha, fotografia, ritmo...Tudo é tão perfeito que parece saído de um livro de poesia ou de um conto de fadas. O que é aquele 360º na cena "Adão e Eva", em "Paraíso"? Ou o mergulho no fosso, em "A Princesa e o Guerreiro"?
FRANCISCO LINHARES - 12:34 PM
Comments: Música do dia: "Strict Machine" - Goldfrapp
FRANCISCO LINHARES - 11:13 AM
Comments:
Sexta-feira, Maio 16, 2003
Como eu virei Chicodub.
Parte um: Caldos e Ecos
1995. Ainda morava na Av.Delfim Moreira 210/202 e tinha como diversões favoritas pegar onda de bodyboard e ir pra casa do camarada Stro assistir vídeos de surf. Só que, enquanto o resto da galera ia para desenvolver manobras e delirar com tubos e cut-backs, eu ia pra escutar as trilhas sonoras recheadas de hardcore melódico, som que mais gostava de ouvir. Tinha cd´s de todas as bandas do sul da Califórnia e da Suécia, mecas do gênero, e a melhor maneira pra conhecer coisas novas era assistindo os tais vídeos.
Minha vida nunca mais foi a mesma depois de "What´s Really Goin´Wrong", da Lost Enterprises. No quesito ondas, era a coisa mais alucinante, radical e insana que já tinha visto. Só moleques pirralhos, sujos, drogados e imbecis, pegando, na maioria, marolas em praias feias e sujas. O que tirava minha cabeça do sério era o jeito que os caras surfavam. Displicentes, mas cheios de atitude, trocavam de base dando ollies e ainda tiravam tubos. Pareciam um bando de skatistas pegando onda. O vídeo também era muito engraçado, tinha umas partes de auto flagelação à la Jack Ass, cenas de vômitos e outras demências. Completamente doente. A melhor parte estava destinada ao som, que, fora os hardcores melódicos de sempre, tinha umas músicas punk misturadas com ska e uns reggaes bacanas cheios de feeling. Depois de assistir várias vezes, munido de caneta, papel e com o dedo na tecla pause, anotei o nome das músicas que tinha gostado. Eram todas de uma banda chamada Sublime.
Achei o disco que estava procurando na Bone Yard, loja clássica de skate colada no Thies (não sei como escreve) Tatto. Robbin´the Rood, segundo disco do Sublime, não era nada demais. Tinha uma produção tosca, faixas com diálogos e nenhuma unidade. Os destaques eram as músicas que já conhecia - "STP", "Greatest Hits", "All you Need", "Saw Red" e "Freeway Time in L.A County Jail"- e umas quatro músicas esquisitas que terminavam sempre com a mesma palavra: dub.
Continua...
FRANCISCO LINHARES - 2:36 PM
Comments: Música do dia: "1000 Mirrors" - Asian Dub Foundation e Sinead O´ Connor
FRANCISCO LINHARES - 12:16 PM
Comments:
Quinta-feira, Maio 15, 2003
Como havia prometido, aí vai o track list e comentários do Bass Odissey vol.2
Para ler os do volume 1, vá ao primeiro post.
1.Horace Andy - You Are My Angel
Produção de Bunny "Striker" Lee de 73. Mais uma do meu cantor de reggae favorito. Não importa se são lovers ou rockers, o cara arrebenta. Recentemente, saiu numa lista dos 100 maiores cantores de todos os tempos. Andy era conhecido como "Sleepy", por sua capacidade de dormir em qualquer lugar à qualquer hora. Parece alguém que eu conheço.
2.Prince Jammy - Channel One Under Heavy Manners
Dub de "Pomps and Pride", de Leroy Smart. Channel One foi o estúdio mais promissor da segunda metade da década de 70. A produção é de Bunny Lee e conta com os Aggrovators na banda.
3. Mighty Two - Tribesman Rockers
Essa é do super cultuado African Dub All Mighty Chapter 3, de 78. Produzido por Joe Gibbs e mixado por Errol Thompson, foi, talvez, o primeiro disco a usar 16 canais na gravação. Thompson adorava usar efeitos bizarros, de campainhas à descargas de privada. Usa o riddim "Why The Birds Follow", rocksteady de Alton Ellis. Conta com os Professionals na banda.
4. Tappa Zukie - People Are you Ready
Essa levanta qualquer defunto. Tappa foi um dos DJ´s adotados pelos punks no final dos anos 70, no caso, pela cantora Pattie Smith. Dr. Alimantado andava com Johnny Rotten, dos Sex Pistols e Mikey Dread com o The Clash.
5. Johnny Clarke - Blood Dunza
Blood Dunza significa dinheiro sujo. Clarke, Dennis Brown e Gregory Isaacs foram os cantores mais disputados do Dancehall, circa 76-78. O único que não teve sucesso internacional foi Clarke, talvez por ter optado em gravar sempre como o mesmo produtor, Bunny Lee, e fazer muitos covers. Pra mim é o melhor deles.
6. King Tubby - Tubby´s Revenge
Qualquer dub feito em cima de música do Yabby You será matador. Esse aí é remix de Jah Vengeance. Junto com Augustus Pablo, fazia o Far East Sound, o som mais intimista e espiritual da ilha. O vocal foi gravado no Black Ark, estúdio do Lee Perry, em 75. "Out of the hills of Zion comes Jah lightning and thunder"
7.King Tubby - Tubby´s Dub Song (version 2)
Olha o Pablo aí. Essa segunda versão aparece na edição em CD do Original Rockers, o melhor de Pablo depois de King Tubby Meets The Rockers Uptown. Eles faziam, sem dúvida, a melhor dupla de Jamaica. Quando usavam Sly na batera e Robbie no baixo, a segunda melhor dupla, era sublme. O último tabalho de Pablo, já bastante debilitado por um tipo de anemia, foi pro Cidade Negra, em 99.
8. Prince Jammy - Wreck Up A Version
Dub de "Wreck Up My Life", de Leroy Smart, com produção de adivinhem...Bunny Lee. Clássico absoluto da casa, foi um dos primeiros dubs que ouvi. I like it, i like it. Usei essa música um bom tempo como despertador.
9. Delroy Wilson - Get Ready 12"
Cover dos Temptations em versão 12", isto é, vocais seguidos de dub. Adoro esse formato, também chamado de showcase. It´s funky time!
10. Big Youth e Junior Byles - Sugar Sugar
Pena que a qualidade não está boa. Cover dos Archies, com o riddim "Right Time", do Mighty Diamonds. Impagável!
11. Dr. Alimantado - Born For a Purpose
Depois que Johnny Rotten colocou essa música no seu set na rádio da BBC, em 77, ela virou hit instantâneo. Diferente de qualquer coisa que ele já fez, ela conta a história da sua quase morte num atropelamento. Baixo sensacional. Muito, muito, muito foda.
12. King Tubby - Save our Dub
Dub de ''Save our Nation", de Sylford Walker. Com produção de Glen Brown, é prima-irmã de "Lambs Bread International", do primeiro disco. Ambas usam o mesmo riddim.
13. Prince Jammy - Suffer Dub
Dub de "Great Tribulation", de Hugh Mundell. É o melhor dub da versão dub do álbum "Africa Must Be Free By 1983", primeiro disco de Mundell, gravado quando ele tinha 15 anos!!! Ironia do destino, em 83, ele foi assassinado a tiros. Mundell era pupilo de Augustus Pablo, produtor dos seus dois primeiros discos.
14. The Upsetters - Vamp a Dub
Dub de "Vampire", de Devon Irons. Produzido e mixado por Lee "Scratch" Perry no lendário Black Ark. Exemplo perfeito pra mostrar o clima do estúdio, palco de experimentações e psicodelias mil. Dub menos técnico que os de King Tubby, mas e daí? O Black Ark foi vítima de um incêndio causado pelo próprio Perry, que, cansado da vida sofrida na Jamaica, pirou legal.
15. Lee Perry e The Upsetters - Return Of The Super Ape
Melhor música da continuação de "Super Ape", obra prima de Lee Perry. Essa música tem um clima jazzy que eu gosto muito. A explosão dub no final é sem comentários. 78.
16. Johnny Osbourne - He Can Surely Turn The Tide
Também marca presença no Hi Fidelity Dub Sessions 3. Osbourne e Barrington Levy são meus cantores preferidos de dancehall.
Produção de Henry ''Junjo" Lawes, cobra no assunto. A banda só poderia ser os Roots Radics e o ano é 82.
17. Observers - Sir Niney´s Rockers
Como o disco é da Trojan, fica foda dizer os créditos. Eles nunca disponibilizam nada. É um dos dubs mais acelerados que já ouvi.
Produção de Winston "Niney"
18. Scientist - Black Out
Scientist foi o melhor remixer da primeira metade dos anos 80. Sua série de discos pela gravadora Greensleaves são o seu melhor trabalho.
19. Johnny Clarke - Every Knee Shall Bow
Um dos melhores showcases da minha coleção, porrada até dizer chega. Nem preciso dizer de quem é a produção. É de 75.
20. Aswad feat Dennis Brown - Promised Land
Jamaica e Inglaterra unidas fazem a força: técnicas de produção somados ao espírito jamaicano.
FRANCISCO LINHARES - 7:32 PM
Comments: Hoje passa no Telecine Action, às 21:45, a primeira parte de "O Poderos Chefão".
No Odeon BR, às 20:00, rola "O Deserto dos Tártaros", adaptação do livro de Dino Buzzati.
FRANCISCO LINHARES - 12:45 PM
Comments: Mexido
Ingredientes (porção individual):
-arroz
-2 ovos
-carne (de preferência assada)
-tomate picado
-mostarda amarela
-molho inglês
-ervas finas
-pimenta Tabasco
Modo de Preparo:
Mexa bem os ingredientes.
FRANCISCO LINHARES - 12:39 PM
Comments: Música do dia: "Diaspora" - Natacha Atlas (Talvin Singh remix)
FRANCISCO LINHARES - 12:27 PM
Comments:
Quarta-feira, Maio 14, 2003
Sempre gostei de saber a opinião dos meus ídolos sobre seus discos e bandas preferidas. Gostava mais ainda quando eles citavam coisas que eu gostava. Lembro de uma página da revista de porrada Kerrang!, leitura obrigatória dos meus tempos rockeiros, que tinha os 10 + dos artistas. Um dos irmãos Cavalera nomeu 10 bandas que eu achava foda. Respeito cresceu na hora. Só fico puto quando eles mentem e falam que o primeiro disco que compraram era um clássico. Caô. Sempre há um Menudos, Trapalhões e coisas esquisitas antes dos medalhões do pop/rock.
A Rolling Stone online perguntou para alguns artistas qual teria sido o seu primeiro disco. Veja alguns depoimentos:
Dave Matthews on the Beatles' "Magical Mystery Tour" ("I remember how it fucking smelled. And that shit blew my little mind wide open. I became so obsessed with the Beatles from the age of six until the age of ten or eleven. I used to jump off my roof and try to say all their names before I hit the ground. I only did it a couple of times. It hurt.")
Sinead O'Connor on Dire Straits' "Dire Straits" ("I was thirteen or fourteen, and I saved up my money to go and get that record. I remember fondling it . . . and fancying the arse off Mark Knopfler.")
Elvis Costello on the Beatles' "With the Beatles" ("The singing and the whole sound of it is so right. I still have my vinyl copy. I sort of knew they didn't write 'Roll Over Beethoven,' but I didn't know that they didn't write 'You Really Got a Hold On Me,' because it sounded so much John Lennon's song. That's still in my top five favorite of his tracks.")
Rob Zombie on Alice Cooper's "The Alice Cooper Show" ("I still have the cover. It's hanging on the wall. Twenty years later, I got Alice to sign it. But it's like him being cradled in the arms of a giant Cyclops, his head in a guillotine, him holding a giant toothbrush, and he's dressed as a gangster with a machine gun. What fucking fifth grader wouldn't spend every cent he owned to get his hands on that?")
Ben Harper on Stevie Wonder's "Talking Book" ("Me and my dad sitting around the house listening to Stevie Wonder's Talking Book is my first memory as a kid, period. He must have played it until the grooves wore out. He also played congas, and I remember him playing along with 'You are the Sunshine of My Life.'")
Corey Taylor of Slipknot on Iron Maiden¿s "Somewhere in Time" ("I didn't have a lot of money growing up, but I got some money for my birthday and went out and bought it. That thing didn't leave my tape deck for months. I was doing the Steve Harris with my foot up on the couch, tennis racket in my hand. That's kind of when I took my cue that I wanted to be involved with music.")
Lou Reed on Fats Domino's "The Fat Man" ("I bought it out on asshole Long Island, the armpit of the world. I was a big fan of Meade 'Lux' Lewis and Albert Ammons -- those great 78s of boogie-woogie piano. Then I heard The Fat Man, and I went, 'Oh, my God!' Put a guitar to it, mix it together with 'Ooby Dooby,' by Roy Orbison, and 'Red Hot,' by Billy Riley -- and you've got me.")
Tommy Lee on Kiss' "Alive" ("That album changed my life. I remember buying it and taking it home and opening it up and just sitting and staring at these pictures of fire and makeup. It definitely freaked me out.")
Thurston Moore of Sonic Youth on the Rolling Stones' "Their Satanic Majestics Request" ("I knew it was kind of a cool record, but I wasn't quite sure who the band was because the script on the record was so weird looking. That track that starts out with the baby crying used to blow my mind.")
Frank Black on the Beatles' "Meet the Beatles" ("That was the first time I'd ever bought anything except maybe an ice cream cone. The first ten records I bought were Beatles records.")
Não me lembro, nem dos primeiros vinis, nem das primeiras tapes. Já os cd´s... Steve Vai (Passion and Warfare), Sepultura (Arise), REM (Out of Time) e Scorpions (Crazy World). Tinha uns 11, 12 anos. Perdoado?
FRANCISCO LINHARES - 11:41 AM
Comments: Nº 2 da série de produtos cool : Bálsamo do Tigre Selvagem
Não aceite imitações!
FRANCISCO LINHARES - 10:45 AM
Comments: Ia fazer a crítica do Black Rebel Motorcycle Club, como havia sugerido meu guia Pedro, mas desisti rapidamente. Não aguentei baixar o disco todo no Kazaa. Puta banda chata. Estava esperando uma coisa com punch, pra ouvir na estrada, tipo Fu Manchu, Hellacopters. Acabei ouvindo umas baladas melosas e depressivas (Jesus and Mary Chain?), uns poucos rocks e só. "As Sure As The Sun" é o único destaque.
Tô fora!
FRANCISCO LINHARES - 9:57 AM
Comments: Música do dia: "Heavy Manners" - Prince Far I
FRANCISCO LINHARES - 9:38 AM
Comments:
Terça-feira, Maio 13, 2003
Terminei de ler a autobiografia de Timothy Leary. Mais tarde coloco um comentário.
Vou começar o Lobo da Estepe, de Herman Hesse.
FRANCISCO LINHARES - 7:39 PM
Comments: Enquete Tim Festival
E aí, o que vocês gostariam de ver e ouvir na primeira edição do Tim Festival?
Citem três grupos/artistas que estejam na vanguarda, seja no eletrônico, rock ou world music, gêneros que o finado Free Jazz cobria com perfeição. The Rapture e Cornelius, ambos eletrônicos, já estariam confirmados. Esqueçam bandas super consagradas. Elas nunca vêm. Meus indicados são:
Lee Perry - simplismente o cara é o pai da eletrônica. Furou no Dub Mamute, o que pode gerar uma expectativa ainda maior.
Thievery Corporation - Luxo
Samia Farah - Podia vir naqueles shows com gente do mundo todo. Faz uma dupla bacana tanto com Lee Perry, tanto com o Thievery.
FRANCISCO LINHARES - 7:13 PM
Comments: The Coral
O quarto disco da minha recauchutagem pelo bom e velho rock and roll é o debut do The Coral, sexteto inglês de garotos (o mais velho tem 21 anos!). A capa já dá a deixa. O disco é (mais) uma incursão às décadas de 60 e 70. Mistura de... Bem, se nem os críticos especializados conseguem descrever as inúmeras influências que permeiam o disco, eu é que não vou me meter. Resumindo: rock anos 60 alegrinho e bizarro com pitadas de psicodelia. Bizarro porque as músicas mudam de clima de uma hora pra outra, fazedo seu queixo cair. Psicodélico porque tem climas mariachis, circenses ("Shadow Fall") e tecladinhos anos 60 ("Dreaming of You"). "Skeleton Key" começa com uma guitarrada doida, à la Frank Zappa, passa por um clima lento e pscicodélico, tipo Doors, volta para o Zappa e termina com disco music! "Goodbuy" tem uma guitarra com um quê de música de cartoon. "I remember when" é deprê até o refrão, explosivo e contagiante. Tem até uma parte punk "hey, hey, hey".
Esses garotos de Liverpool (novos Beatles?) sabem tanto das coisas que deixaram a melhor parte pro final. "Calendars and Clocks" é sensacional: vai até os 4 minutos, para por 2 e volta novamante, terminando com um super reggae e a frase "never give up the fight".
Dos discos que ouvi da nova safra, o Coral é o mais consistente e empolgante. Um discasso essencial que te faz mergulhar por recifes de corais coloridos. Ih, estou viajando. De 5 estrelas, dou 4,5.
FRANCISCO LINHARES - 4:39 PM
Comments: Frase da semana: "Faze o que quiseres; essa é toda a lei." - Aleister Crowley
FRANCISCO LINHARES - 12:27 PM
Comments: Música do dia: "What Sound" - Lamb
FRANCISCO LINHARES - 12:18 PM
Comments:
Segunda-feira, Maio 12, 2003
Para os solteiros conquistarem suas gatinhas

FRANCISCO LINHARES - 5:22 PM
Comments: Música do dia: "Five Man Army" - Massive Attack
FRANCISCO LINHARES - 2:06 PM
Comments: Texto do fera Nizan Guanaes sobre a polêmica das operadoras de celular.
África, OI e Vivo
Primeiro, é cumprir a decisão judicial. Justiça é Justiça. Concordando-se ou não, obedece-se. Vamos tirar as quatro fotos da rua. Depois, vamos continuar lutando para defender a verdade. Verdade que qualquer um pode constatar pelo site www.africa.com.br/nadaver.
São duas campanhas diferentes. Até porque uma, a da Oi, lança uma marca a partir do zero. A outra, a de Vivo, anuncia a união de sete operadoras já consagradas, sob uma única marca. Os conceitos são diferentes. O de Vivo, é o conceito de comunidade - são 17 milhões de clientes -, diversidade e interatividade. O de Oi, de simplicidade. O estilo visual das marcas também é diferente: fundos brancos para Vivo, fundos coloridos para Oi. Os tipos de letra são igualmente diferentes.
Nós fizemos mais de 40 comerciais de TV, dezenas de spots de rádio, mudamos todo o visual das lojas. E agora ficamos discutindo por causa de quatro fotos de material de rua...Uma das fotos, aliás, não se discute. Não é parecida, é igual. Mas não é propriedade de ninguém: é um chavão publicitário, um lugar-comum que está na campanha da Oi, na nossa e em dezenas de campanhas por aí (veja no site).
Ela e as outras três fotos estão sendo substituídas em todo o Brasil. Mas, depois de obedecer à Justiça, a África e seus advogados voltarão à discussão. Porque um anunciante não pode querer se apoderar de algo que não pertence a ele, mas à toda a comunicação pop ocidental. Fotos de pessoas sorrindo, dançando, piscando os olhos.
O que está incomodando o concorrente não são as fotos do material de rua. Não são as fotos, repito. São os fatos.
Vivo chegou. E em menos de um mês já alcançará sua meta de ser a marca top-of-mind de telefonia no Brasil. As pesquisas feitas pela própria chefe de pesquisa da Vivo, Leda Kayano, mostram resultados retumbantes. No Dia das Mães, Vivo vai vender perto de meio milhão de celulares. Em cidades como São Paulo, parece o Natal chegando: as vendas chegam a 11 mil celulares por dia.
O que está incomodando, volto a dizer, não são as fotos. São os fatos. O nível de conhecimento da Vivo no dia seguinte ao lançamento da marca era de quase 80% - fato raro na história da propaganda.
O posicionamento das marcas também é diferente: Oi é uma marca de baixo preço. Mas apesar disso, neste Dia das Mães, ainda que esteja praticamente dando celulares, Oi amarga o quarto lugar em vendas no Rio de Janeiro, perdendo em casa para a TIM, que está em terceiro lugar. Vivo, mantendo preço adequado a seu posicionamento, disputa o primeiro lugar no mercado carioca com a ATL neste Dia das Mães. No resto do Brasil, é líder, com vendas alcançando o patamar de 500 mil celulares.
Então, não são as nossas fotos que incomodam, mas os fatos.
Por outro lado, nosso maior concorrente em potencial, a meu ver, é TIM. Não há porque ficarmos brigando com uma operadora local. Nem plagiando para confundir. A Oi da Telemar tem, como já disse, uma imagem de baixo preço. Da qual queremos distância. Embora a campanha da Oi seja uma boa campanha, a estratégia do "preço quase dado" que a Oi desenvolve, gera inadimplência e não cria um mercado sadio.
Isto é a verdade. O resto pode ser constatado comparando-se as duas campanhas no site www.africa.com.br/nadaver.
E já que o meu amigo Falco - que apesar de ser Oi, quer ser Vivo - está fazendo essa marola para divulgar o seu telefone, aproveito também para divulgar o da África: 3094-7299. Quando você precisar de uma agência para criar grandes e sólidas marcas, como Assolan e Vivo, em tempo recorde, ligue para a África.
O nome África, como você pode ver, é perfeito. O mercado é uma selva. E concorrente perdendo, vira bicho.
(Nizan Guanaes, presidente - Agência África)
FRANCISCO LINHARES - 1:44 PM
Comments: Notícia do nominimo.com
Nova Playboy, sem nudez
Por Pedro Doria
10.Mai.2003 | A Playboy norte-americana está cercada por uma jovem concorrência ¿ mais notavelmente revistas de origem britânica como Maxim e FHM, que mostram um bocado de pele mas nada que possa ser chamado nudez.
A velha cinqüentenária fundada por Hugh Hefner não chegou a perder o posto da maior circulação mas, com 3,2 milhões de exemplares, está à metade do que teve um dia. A Maxim, com 2,5 milhões, começa a encostar perigosamente.
Foi o suficiente para derrubar Arthur Kretchmer, editor da Playboy há quatro décadas.
A revista ficará mais jovem, capas mais coloridas e de forte impacto. Principalmente, a Playboy vai deixar de fazer tanta questão de apresentar nudez. O alvo é Hollywood.
Como no Brasil, o norte-americano não resiste a mulheres famosas; mas diferentemente das brasileiras, as celebridades norte-americanas resistem aos nus frontais. O importante, agora, é o contrato. Pouca roupa vale.
Vale destacar que a Maxime, a FHM e a Stuff foram retiradas das prateleiras dos Wal-Mart americanos, responsáveis por 15% das vendas de revistas nos Estados Unidos. Como o poder hoje em dia é das grandes coorporações ( o Wal Mart é o grande líder no comércio varejista), a censura coorporativista é uma das maiores ameaças a liberdade no planeta.
FRANCISCO LINHARES - 1:25 PM
Comments: Notícia do Bluebus
Muita segurança atrasa sessao de Matrix 12:44 Duas sessoes do 'The Matrix Reloaded', ainda inédito nos cinemas, oferecidas pela Warner Bros, produtora do título, sofreram atraso de 40 minutos na semana passada em funçao do excesso de segurança. Os convidados tiveram que apresentar documento de identidade e passar por detectores de metal por 2 vezes até serem encaminhados para a sala onde a produçao seria exibida, na sede do estúdio, em Los Angeles. Os procedimentos demorados foram adotados por conta da preocupaçao atual dos estúdios com a pirataria. Já na entrada, os convidados eram avisados de que nao poderiam entrar com câmeras. Recentemente, mega produçoes como Harry Potter tiveram copias pirata colocadas na Web antes da estreia. Em geral, as imagens sao registradas com cameras caseiras durante premieres e exibiçoes promocionais. 12/05 Joana Sales
No dia seguinte, a Warner deu nova demonstraçao do medo da pirataria. Mandou convite para a exibiçao do filme 'The In Laws' informando aos convidados que eles deveriam chegar com grande antecedência por conta dos 'procedimentos de seguranca'. A noticia é da especializada Variety, original em inglês aqui, somente para seus assinantes. 12/05 Joana Sales
FRANCISCO LINHARES - 1:04 PM
Comments:
O mago Lee Perry será a atração do South Bank Melt Down Music Festival, realizado na Inglaterra. O diferencial é que, além de se apresentar ao vivo, ele escolheu todas as outras atrações!!!
ALPHA BLONDY
SUPPORT: KINGPIN
SUN 8 JUNE RFH 7.30PM
PUBLIC ENEMY
SUPPORT: DJ SET FROM LORD ASWOD
TUE 10 JUNE RFH 8PM
TORTOISE
WITH GUEST MIXERS LEE 'SCRATCH' PERRY
AND MAD PROFESSOR
LEE 'SCRATCH' PERRY VS COLDCUT:
AUDIOVISUAL CLASH
WED 11 JUNE RFH 7.30PM
GUAVA
FRI 13 JUNE RFH BALLROOM FREESTAGE 6 - 7.30PM
ADMISSION FREE
SLY & ROBBIE AND MICHAEL ROSE
SUPPORT: LIVE SET FROM HOWIE B
FRI 13 JUNE RFH 8PM
THE SONGS OF BOB MARLEY & LEE 'SCRATCH' PERRY
FEAT. SLY & ROBBIE AND MICHAEL ROSE
WITH GUEST VOCALISTS LEE 'SCRATCH' PERRY, SKIN,
NEVILLE STAPLES, RANKING ROGER AND MANY MORE
SAT 14 JUNE RFH 8PM
DUB POETRY EXPLOSION: MUTABARUKA
PLUS SPECIAL GUESTS TO BE ANNOUNCED
SUN 15 JUNE QEH 7.45PM
TRICKY
PLUS SPECIAL GUEST APPEARANCE BY
LEE 'SCRATCH' PERRY
SUPPORT: MAD PROFESSOR
MON 16 JUNE RFH 7.30PM
SOWETO KINCH
FRI 13 JUNE RFH BALLROOM FREESTAGE 6 - 7.30PM
ADMISSION FREE
MICHAEL FRANTI AND SPEARHEAD
SUPPORT: SUN RA ARKESTRA AND DJ SPOOKY
FRI 20 JUNE RFH 8PM
LINTON KWESI JOHNSON AND
THE DENNIS BOVELL DUB BAND
SAT 21 JUNE QEH 7.45PM
FUN LOVIN' CRIMINALS
SUPPORT: STATESIDE HOMBRES
MON 23 JUNE RFH 7.30PM
TICKETS LIMITED TO 4 PER BOOKER
LOVERS' ROCK:
SUSAN CADOGAN, AISHA, SISTER AUDREY
TUE 24 JUNE QEH 7.45PM
DAVID HOLMES' FREE ASSOCIATION
THU 26 JUNE QEH 8PM
MACY GRAY AND LEE 'SCRATCH' PERRY
FRI 27 JUNE RFH 8PM
TICKETS LIMITED TO 4 PER BOOKER
ASIAN DUB FOUNDATION AND OZOMATLI
MON 30 JUNE RFH 7.30PM
PLUS FREE SCREENINGS OF LEE 'SCRATCH' PERRY FILMS, A SPECIALLY RE-CREATED 'BLACK ARK STUDIO' (FEAT. MIXING AND DUB WORKSHOPS), SPECIAL DJ SETS, JAMAICAN DANCE EVENTS, AND DAVID KATZ SPINNING RARE LEE 'SCRATCH' PERRY TRACKS.
FRANCISCO LINHARES - 10:52 AM
Comments:
Domingo, Maio 11, 2003
The Psychedelic Experience
Achei, entre outras coisas, uma entrevista bacana com o dr. Timothy Leary , no leito da morte, publicada na Rolling Stone. Vale a pena dar uma espiada.
FRANCISCO LINHARES - 4:12 PM
Comments:
Sexta-feira, Maio 09, 2003
Caralho, tô morrendo de rir com a discussão entre o Bruninho e seu alter-ego. É de morrer de rir.
FRANCISCO LINHARES - 12:57 PM
Comments: Músicas do dia: "Truths and Rights" - Johnny Osbourne e "Supa Scoopa and Mighty Scoop" - Kyuss
FRANCISCO LINHARES - 11:48 AM
Comments: Sempre gostei muito do Tom Leão, jornalista do O Globo. O cara é uma enciclopédia viva do pop e do não pop. Sabe tudo de cinema, seriados, músicas e bizarrisses em geral. Tem uma memória de elefante, lembrando coisas do arco da velha que te fazem pensar: "putaqueopariu, como é que esse filhadaputa lembra dessa porra!" Por mais que ele seja membro do grupinho que baba o ovo das mesmas novas bandas, é um dos caras mais ecléticos da mídia, mirando seu gosto pra tudo quanto é lado. Como eu, é fã de filmes de terror, de filmes B, do System of a Down, Kubrick, sci-fi, quadrinhos...
Tava dando uma lida nos arquivos do seu blog, indicado a mim pelo Bruninho, e me deparei com este post:
"kyuss, mais potente do q turbina de aviao
depois de arrumar meus vinis e (re)descobrir as maravilhas de fear of music dos talking heads, agora dei uma geral nos cds e me deparei com os discos do kyuss. passei o sabado a tarde saboreando-os, fazendo tudo tremer no quarto. devo ate ter incomodado meu vizinho teen q ouve iron maiden direto. acho q ele nunca tinha ouvido nada mais pesado do q aquilo. o som do kyuss eh ultra supersonico, alto mesmo, rolo compressor. mas tudo nos trinques. nao ha distorcao, eh parede de som pura. abala geral. o primeiro album, blues for the red sun, eh muuuito fooodaaa. se a aparelhagem n estiver preparada, rola ate pique de luz na casa!!! :-))) "
Caralho, Kyuss é animal! Tive a felicidade mágica de escutar Sky Valley no Deserto de Atacama, no Chile. Foi uma das experiêcias mais intensas e emocionantes da minha vida ( não, eu não estava dopado). Escrevendo essas linhas, fiquei arrepiado e cheio de lágrimas. Escutem Blues for the Red Sun (na verdade é o segundo disco), Sky Valley e And the Circus Leaves Town. Ninguém consegue misturar melodia, porrada e psicodelia como os caras, a não ser o Tool. Mas isso é outra história...
FRANCISCO LINHARES - 11:35 AM
Comments:
Quinta-feira, Maio 08, 2003
To bolado, minha cachorra, a Dub, talvez tenha que fazer uma operação. Ela tá com o fígado todo fudido, de tanto comer pasta de dente.
FRANCISCO LINHARES - 9:38 PM
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Nag Champa, o incenso mais pop do mundo!
Versão Sabão!
Oléo para massagens!

FRANCISCO LINHARES - 7:45 PM
Comments: Alguém sabe onde vende o DVD do filme Waking Life?
FRANCISCO LINHARES - 6:52 PM
Comments: O Elemento-Surpesa.
Há pouco tempo atrás, estava baixando o trailer de Reloaded no site oficial e desisti logo em seguida. Não quero de jeito nenhum perder o elemento surpresa que me deixou perplexo na cadeira do cinema por alguns instantes depois do final de Matrix. Os trailers, hoje em dia, contam muita coisa do filme. Às vezes eles mostram até as cenas clímax. É foda. Muitas vezes já fechei o olho durante um trailer para não ficar sabendo de coisas antes da hora. Existem empresas especializadas em fazer trailers e até prêmios para os melhores. Se premiam a melhor edição, porque não a edição da edição?
Outro fator importante para a preservação do elemento-surpresa é não ler nada, em lugar nenhum, sobre Reloaded. Vai que, na ânsia de dar um furo (muita coisa sobre o fime vem sendo mantida em segredo), um jornalista conta coisas que não deveria.
Tô parecendo um nerd cheio de manias. E vou contar mais uma. Quero ver Reloaded na primeira sessão do Cinema Leblon, a sessão dos desempregados e nerds em geral. Gente que gosta de ver filme sem dar um pio.
Difícil foi resistir ao trailer de Kill Bill, novo filme do Quentin Tarantino. Bruce Lee iria gostar.
FRANCISCO LINHARES - 4:19 PM
Comments: Este blog está musical demais. Mais críticas na semana que vem.
FRANCISCO LINHARES - 1:16 PM
Comments: The Hives - Veni Vidi Vicious
Assim que terminei de baixar "Main Offender", primeira música de Veni Vidi Vicious, vi que vinha coisa boa pelo caminho. "Die All Right", "The Hives Introduce The Metric System" e "Knock Knock" só confirmaram as minhas expectativas. O disco é bom caralho, sem um momento fraco sequer.
Os The Hives, da Suécia, têm as influências bastante explícitas: Cramps, Stooges, Ramones. São também, por enquanto, os mais punks dessa nova safra de bandas, e, é bem verdade, os mais acessíveis. O som é igual a Ping-Pong. Não é nada de novo, mas é muito, muito, bem feito. Até na hora de se vestir (eles usam terninhos) isso fica evidente.
Veni Vidi Vicious é o primeiro disco deles por uma major. Os outros eram de gravadoras suecas (eles são de lá) como a Burning Heart, velha favorita (No Fun At All e Millencollin). Sempre vale a pena escutar coisas da Suécia, o pessoal de lá manda muito bem: Hellacopters, Cardigans, ótimas bandas de stoner-rock.
It´s pogo-time. De 5, dou 4, 5.
FRANCISCO LINHARES - 1:12 PM
Comments: Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell
O principal instrumento dos Yeah Yeah Yeahs é a voz de Karen O. Se você gostar dela, as chances de gostar da banda são bem grandes, caso contrário, nem tente ouvir Fever to Tell inteiro, primeiro álbum da banda. Meus ouvidos, acostumados a linhas de baixo classudas e envolventes, está angariado. Esse trio de Nova Iorque faz uma música barulhenta da porra, e se juntam aos The Strokes e White Stripes como líderes do novo rock, leia-se punk de garagem + influências dos anos 60. Até que o single de estréia, "Pin", é muito bom. "No No No" também é interessante, com uma linha de baixo anormal para o gênero.
Ouvindo Fever to Tell, sinto um Deja Vu constante. Parece que já ouvi algo parecido ( Bikini Kill?), aquelas bandas riot que o Fábio Massari colocava no Lado B e eu rapidinho trocava de canal.
O que me deixa intrigado é que o som é porrada e está vendendo um bocado. Deve ser por causa da crítica internacional. Todos babam o ovo dos Yeah Yeah Yeahs, dizendo que eles fazem "punk-arte".
Muito barulho por nada. De 5 estrelas, dou 1
FRANCISCO LINHARES - 11:17 AM
Comments: Música do dia: Dubbing is a Must - Pablo Moses
FRANCISCO LINHARES - 9:55 AM
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Quarta-feira, Maio 07, 2003
"Tô cagando se estão saqueando a Mesopotâmia, é tudo uma gente velha, preconceituosa, machista. Tem que saquear mesmo, pisar a estátua do Saddam Hussein. Se eu estivesse lá estaria roubando tudo também".
Fernanda Young, a careca do Saia Justa, durante a comemoração do primeiro ano do programa.
Mais pérolas na coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, do nominimo.com
FRANCISCO LINHARES - 5:42 PM
Comments: Li na coluna do Lúcio Ribeiro, da Folha de SP, que a banda Rapture, de São Francisco, vai tocar no Tim Festival, o novo Free Jazz. Baixei o tal hino das pistas de dança que ele falou: "The House of Jealous Lovers". Fora o vocal, a música é bem boa, um eletro com bastante groove e guitarras. Legal.
Gostei da informação que um dos Raptures só fica no palco dançando, como no Prodigy, Happy Mondays e Mighty Mighty Bosstones. Sempre achei isso muito engraçado.
FRANCISCO LINHARES - 4:34 PM
Comments: Música do dia: Fittest of the Fittest Dub - King Tubby
Vou ficar devendo maiores informações sobre essa música. Ela não consta nos arquivos virtuais do reggae-riddims.com, a bíblia de quem gosta de música jamaicana.
FRANCISCO LINHARES - 4:23 PM
Comments: Meu blog fez uma semana e eu nem tinha visto. Parabéns pra mim.
FRANCISCO LINHARES - 4:11 PM
Comments: Sempre soube que Stanley Kubrick era doidão.
Eu não tinha provas concretas, mas ninguém poderia fazer 2001 e Laranja Mecânica careta.
Eis que ontem, quando estava lendo Flashback, a autobiografia de Timothy Leary, veio a confirmação: o cara tomava tanto LSD que estava quase ficando maluco. Adorei.
FRANCISCO LINHARES - 2:28 PM
Comments: White Stripes - Elephant
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A última boa banda de rock que ouvi era o System of a Down, uma banda super pesada, tanto na música quanto nas letras. Se você nunca ouviu, imagine um elefante de 6 toneladas no seu quarto. Outra banda que me lembra elefantes é o Clutch. Não é a toa que um dos seus discos chama-se The Elephant Riders.
Elephant é o quarto disco, primeiro por uma grande gravadora, de uma das mais incensadas bandas da nova cena de rock, os White Stripes. Em qualquer lugar que você os ver, só verá elogios aos irmãos (?) Jack e Meg White. O interessante na formação da banda é a ausência de baixo. Pra tirar o supra-sumo dos instrumentos é necessário muita atitude, o que é ponto pra banda. "Girl you have no faith in Medicine" é o exemplo perfeito do som de Elephant. Uma mistura de punk, blues e rock sessentista. Classe, porrada, melodia e tosqueira. Tudo ao mesmo tempo. Pra essa misturada funcionar melhor, só foram utilizados aparelhos e instrumentos da década de 60, dando um aspecto sujo e cru ao som. O vocal de Jack, que também toca guitarra, é gritado e insano, lembrando o Iggy Pop das antigas.
O problema é que a mistura não funciona em todas as faixas, e o disco acaba ficando irregular. De 14 faixas, metade é boa.
Os destaques ficam para "Ball and Biscuit", completamente blues, mesmo na hora que entra uma guitarrada dos infernos; "Hypnotise", mais rapidinha e punk, com um super riff de guitarra; "The Air Near My Fingers" com seu tecladinho bacana; "Cold Cold Night", uma balada cantada por Meg; Black Math, punk e metal e "There´s no Home for you here", épica e com um riff metaleiro.
O elefante dos White Stripes é filhotinho. De cinco estrelas, dou três e meia.
Vale o toque: Cuidado na hora de baixar o disco. Muitas músicas estão com loops, ou seja, ficam repetindo os mesmos trechos até o fim.
Até que minha recauchutagem começou bem. Os próximos serão os Yeah, Yeah, Yeahs
FRANCISCO LINHARES - 2:01 PM
Comments: Mais uma da saga da puta misteriosa.
oi pessoal,
Desculpem por não ter escrito ontem, eu tive muita preguiça, estava debaixo da coberta quando pensei nesta blog, vocês tem de concordar comigo que não é fácil sair da coberta. Mas eu tenho grandes novas, a Fada e o Pedrão estão a todo vapor, ficaram o feriado inteiro juntos e fizeram até uma pequena viajem até o interior. Ontem os dois estavam no maior "love", enquanto eu só babava pensando no meu Beto ( Sniff...ele está com a semana lotada, só poderemos nos ver no sábado).
Ontem eu não trabalhei, não fui bipada. Mas eu achei melhor, estava muito bom ouvir as histórias do Pedrão. Ele contava como foi o ano que ele morou na Europa, várias gafes, brincadeiras e histórias divertidas, o tempo parece que vôo enquanto ele contava as histórias. Entre histórias, vinho e pizza (engordei 2 quilos entre o feriado e hoje....Droga) foram-se 5 horas, das 7 à meia noite. Quando ele deu um beijo de cinema na Fada e se foi. A Fada suspirou e começo a me contar histórias do feriado.
Segundo ela o Pedrão voltou mais maduro da Europa, está menos ciumento (Ele era o ciúmes em pessoa, uma vez ele chego a brigar com um cliente da Fada...que noite dificil foi aquela, quase teve polícia no meio... sorte que ele se acalmou no fim das contas), está mais experiente ( ele morou três meses em Amsterdã, isso resume bem né?) e menos fresco ( o Pedrão era uma mulherzinha...a Fada me mata......mas voltou totalmente mudado, virou um cara desencanado, no bom sentido). Bom, torço para ver os dois juntos, com toda a minha fé. Eram 2:30 quando a Fada me deixou dormir.
Acordei hoje as 13h, fui direto para o cabeleireiro, desde daquele ¿acidente¿ na casa dos universitários, meu cabelo está ruim. Eram 2:30 quando eu sai de lá e me encontrei com a Fada para irmos almoçar, fomos em um restaurante por quilo. Eu gastei r$ 3,60, só comi vegetais e verduras, esses dois quilos tem que sumir. Desde de então estou em casa esperando meu bipe tocar, hoje provavelmente tocará.....Terça-feira é um bom dia de serviço, espero.
Beijos, : )
FRANCISCO LINHARES - 12:28 PM
Comments: Tá nos jornais de hoje, que o Garotinho fez um apelo aos pais para que sejam tão rigorosos com seus filhos usuários de drogas quanto são com o Estado no combate ao tráfico. Já um de seus asseclas, disse que a repressão ao usuário vai aumentar, inclusive ns raves. Não confisquem as minhas XL, pelamordedeus!
FRANCISCO LINHARES - 11:46 AM
Comments: Frase da semana: "Nada é verdade, tudo é permitido"
Hassan-i-Sabbah
FRANCISCO LINHARES - 11:10 AM
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Terça-feira, Maio 06, 2003
E aí, será que a loja virtual da Apple - Apple Music Store - vai colar? Eu arrisco em dizer não. Por que eu vou pagar 99 centavos de dólar, mais ou menos 3 reais, se posso baixar músicas de graça? Ok, ok, não é tão caro assim. Mas já está provado por A + B que a Internet não prejudica em nada a carreira de artistas. Ou seja, eles vão encher ainda mais o bolso de grana. O bom do Kazaa é justamente o fato que ele possibilita que você conheça muita música diferente. No momento eu estou baixando o disco novo do White Stripes. Se gostar, talvez compre, por que não? Ter um disco em mãos é uma das melhores coisas da vida.
Pra quem deseja comprar tais músicas, por enquanto, é necessário ter um Mac e conta de cartão de crédito nos EUA. Vamos ver..
Poucos leitores do meu blog, comentem mais por favor!
FRANCISCO LINHARES - 11:22 AM
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Segunda-feira, Maio 05, 2003
Se você tem acesso a uma lareira, seja na sua casa ou na casa de amigos, não deixe de experimentar batatas e alhos cozidos na brasa. É muito simples, basta embrulhar os ingredientes em papel alúminio, dar uns furinhos e voilá. Melhor e mais barato que fondue. O vinho tinto é obrigatório na hora da degustação. Se você quiser, pode brincar e dar uma temperadinha extra. Um pouco de azeite, vinho tinto, shoyo, pimenta do reino...
Quem mandar a melhor receita usando o fogo hipnotizador da lareira ganhará um final de semana com as despesas pagas em Lumiar.
FRANCISCO LINHARES - 2:05 PM
Comments: Essa semana vai ser dedicada ao novo rock. Vou me esforçar para escutar os grandes salvadores do gênero, segundo a crítica especializada. É impressionante como todos, eu disse todos, os críticos veneram as mesmas bandas: Radiohead, Strokes, The White Stripes, Interpol, The Corals, The Hives, Yeah Yeah Yeahs, Coldplay... Ou elas são boas mesmo, ou é tudo um grande clubinho de amigos jornalistas que gostam das mesmas coisas. Meus amigos estão dizendo que não consigo ouvir mais nada que tenha guitarra, que sou um chato!!!
A primeira será o The White Stripes, que acabou de lançar o seu quarto CD, Elephant. Aguardem.
FRANCISCO LINHARES - 1:46 PM
Comments: Como era de se esperar, o último post foi um sucesso. Para driblar a falta de textos novos, aí vai mais um da prostituta misteriosa:
E ai pessoal,
Bom, foi um domingo sussegado, eram sete horas quando o Beto me pego na frente do prédio. Ele tava divino, com um camiseta polo amarela e uma calça jeans linda, tudo isso combinado com o meu perfume masculino favorito, o "CK be". O Beto realmente tem bom gosto, q melhorou quando ele me conheceu, lógico......(hehehehe). Ele como sempre perguntou onde eu queria ir. Eu sugeri o cinema, mas ele falo que já tinha ido no cinema sábado, e não estava com vontade de ir denovo. Ele não aprecia a sétima arte como eu, pobre coitado (brincadeira). Então eu perguntei oq ele queria fazer.
Ele já tinha tudo planejado, aquele safado. Agente ia a uma pizzaria e depois namora em um motel. De fato fazia tempo que agente não ia e eu concordei, pra fala a verdade eu gostei mt da idéia. Eu não o via desde da segunda passada, quando nem tivemos tempo legal para namorar. Agente foi na pizzaria, lá comemos mt bem. Nós somos clientes antigos dessa pizzaria, eu já comia lá antes de conhecer o Beto, e eles já conhecem até como nós queremos a pizza. Na saida, quando esperavamos o manobrista com o carro, vi um casal brigado, eles tinham mais ou menos a minha e a idade do Beto. Que horrivel, a garota nem olhar para o rapaz olhava, e o rapaz fazia como quem não estava nem ai. Então abraçei forte o Beto até o carro chegar.
Já no carro, a duvida era em que motel ir. Nós nos decidimos por um que era ajeitado e que o preço não era tão caro, com o salário que o Beto ganha como estagiário não dá pra fazer grandes maravilhas, e eu tambem não estou bem de grana. O quarto era bem ajeitado, foi oq deu para perceber, por que nós mal entramos, o Beto me pego no colo e me jogo na cama. Eu estranhei, por que ele adora fazer preliminares, oq eu adoro tambem. Mas foi quase selvagem, mas foi bom. Foi tão bom que eu entrei fundo na brincadeira, deixando as marcas da minha unha nas costas dele. Nós fizemos sexo 4 vezes seguidas. Não estou querendo me gabar, mas o Beto é muito bom de cama e eu falo com a experiência, como todos sabem. Quem ensino ele merece até um prêmio.
Nós saimos do motel era quase uma. Então ele me deixou em casa, eu queria uma prorrogação em casa, mas ele tinha que trabalhar hj de manhã. Eu já propus a ele que mude de vida, que vire garoto de programa, habilidade ele tem. Eu não sei se me acostumaria, só vivendo. Mas ele tambem é mt bom noq faz atualmente, é melhor que ele continue assim.
Bom, hj eu acordei, tomei meu café, era mais ou menos uma hora. Então as 3, a Fada e eu fomos malhar. Ela fico me falando de um cliente do sábado que tinha umas manias estranhas, segundo ela, ele ficava mudando o nome dela toda hora, e que na última vez ele falou "mamãe". Ela conta as coisas de um jeito mt engraçado, eu ri muito. Hoje é folga tambem, segunda não tem nada de bom na rua. A não ser que alguem me bipe, eu vou assistir os Dvd's q eu aluguei. Eu tambem queria terminar de ler um livro que eu estou lendo, mas não estou com mt vontade.
Bjs, : )
FRANCISCO LINHARES - 12:13 PM